Nós por cá... na saúde

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quinta-feira, fevereiro 03, 2005

Dádiva de sangue: partilhar a saúde com quem a perdeu

Portugal está a um passo de atingir o seu primeiro objectivo ao tornar-se auto-suficiente em componentes de glóbulos vermelhos. Para isso, é preciso que a dádiva continue a crescer e que as fileiras de dadores voluntários não fiquem mais magras: as 350 mil unidades de sangue por ano só serão alcançadas se mais portugueses colocarem as suas veias à disposição do próximo.

Portugal quase auto-suficiente em glóbulos vermelhos

No próximo ano, no máximo em 2006, os doentes, dentro das fronteiras lusas, poderão ser atendidos sem esperas, sem ser necessário estabelecer prioridades ou «fazer ginástica» para receber sangue alheio.

Isto porque Portugal atingirá a sua primeira meta de auto-suficiência em componentes eritrocitários (glóbulos vermelhos). Ou seja, o número de dádivas de sangue vai crescer o suficiente para que todos aqueles que necessitam o recebam.

Conseguir a auto-suficiência significa alcançar o número de dádivas para satisfazer anualmente as necessidades nacionais em componentes terapêuticos de sangue.

Isto está calculado, aproximadamente, em 350 mil unidades de concentrados eritrocitários, acrescentando uma reserva estratégica de mais 30 mil unidades e o aproveitamento do plasma para produção de medicamentos de si derivados.

O crescimento da dádiva tem sido tão sustentado que o Instituto Português do Sangue (IPS) se atreve a prever que, dentro em breve, também vai ser possível criar uma reserva estratégica de sangue.

Estas cerca de 30 mil unidades extra vão servir para, por exemplo, fazer frente a grandes acidentes de viação ou catástrofes naturais.

Os números falam por si: em mais de uma década o País cresceu faseadamente 100 mil unidades. E os louros desta quase-conquista da auto-suficiência revertem, em grande parte, para quem estende o braço e dá o seu sangue.


Porque nem tudo no nosso país é mau... e bem hajam, aqueles que contribuem para que esta meta seja alcançada... Porque um pinga faz a diferença...